As vezes,sentimos na pele a dor de
uma desilusão,de um adeus,de
algum conflito,e lágrimas insistem
em correr a baixo.
Cada dia mais nublado,o céu parece ceder sobre seus ombros dia após dia,e
o sol é apenas uma mancha clara
num lugar onde o brilho de um
sorriso não mais importa.
A felicidade se torna a faxada para
uma casa sem teto,sem forças.
Um buraco vazio e escuro,que
chamo de lar.
Acho que finalmente descobri,
que por mais que se tente
achar a luz,
Alguns túneis
não tem um fim,
algumas pessoas
não tem luz,
e sorrisos sinceros não pertencem
a todos.
Somos nós,o escuro,o vazio,e o silêncio,que sabemos o quanto custa,
simplesmente acordar.
Antes que o tempo, a clave
Sustenidos e bemóis
Antes do inteiro, a metade
Uma outra parte de nós
Antes do voo, o tombo, um “uta” pra não chorar
Antes tarde do que nunca, pra nunca mais demorar
Pra dilatarmos a alma temos que nos desfazer
Para nos tornarmos imortais, a gente tem que aprender a morrer
Com aquilo que somo nós…